sábado, 15 de novembro de 2014

Confissões #3


ando extremamente confusa. ando perdida nas cores do mundo. ando sem tempo para nada e com demasiado tempo para pensar em tudo. sinto que algumas coisas têm vindo a tornar-se o que eu queria mas agora sinto-me mais vazia por dentro. falta-me algo nas conversas banais do dia-a-dia, nas pessoas à minha volta. achei que dar-me com toda a gente era a melhor opção, foi o que fiz, mas agora, no fundo, não tenho praticamente nenhum amigo. agora, guardo tudo dentro de mim e sujeito-me a um peso ao qual não estava habituada.

ando a pensar no futuro e todas as ideias que tinha para a minha vida, desvanecem-se, deixando-me sem nada. não me consigo decidir, ponho entraves e defeitos em todas as possibilidades e não o consigo evitar.

ando nervosa, ando ansiosa, e não me sinto feliz na maior parte do tempo, a única coisa que consigo fazer por vezes é chorar. olho para o espelho e pergunto-me continuamente quem será aquela pessoa. a verdade é que ainda não descobri quem sou e a procura deixa-me exausta. não consigo confiar em ninguém para partilhar os meus problemas e, quando consigo, não o faço, uma vez que acho sempre que não vale a pena, que é melhor guardá-los para mim. no fim do dia, só me tenho a mim e às vezes, nem em mim consigo confiar.

estou prestes a cair, preciso que me salvem.

domingo, 9 de novembro de 2014

Diário de Viagem - Croácia: Dia 3

*lembro-vos que isto foi escrito de memória e que planeio acrescentar fotos mais tarde, depois faço um post a avisar para quem estiver interessado no caso de o fazer :)*

* Dia 3 *

Acordei às 4 horas e meia, hora de Portugal, e 6 horas e meia, hora local, se a memória não me falha. Estávamos prestes a entrar na Eslovénia. A curiosidade em relação a esse país nunca despertou dentro de mim e se em relação à Croácia eu sabia mais ou menos o que ia encontrar, devido à curiosidade que despertou quando soube que ia viajar para lá, nada me podia ter preparado para o que ia encontrar na Eslovénia. As autoestradas desapareceram e para onde quer que olhasse, via apenas floresta cerrada coberta com o nevoeiro da madrugada. É uma das imagens mais bonitas que tenho guardado na memória e espero que seja mais uma coisa que dificilmente esquecerei.

Na Croácia, a paisagem volta a mudar um pouco. Continua a haver imensa vegetação por todo o lado, mas vemos o mar pouco depois de entrarmos no país e fez-me lembrar um sítio muito familiar, a serra da Arrábida, aqui ao lado. Chegámos ao resort de Rabac algum tempo depois das sete. Não se deixem enganar pela palavra “resort”. Não era nada de muito luxuoso, era um parque de campismo com três hotéis no mesmo recinto. Mas tinha as suas “luxúrias” como a praia ali à porta e quatro piscinas, uma para cada hotel e uma do parque. Ficámos em bungalows, todos ao pé uns dos outros, quase como se tivéssemos um bairro inteiro só para nós. Fomos todos tomar o pequeno-almoço e depois decidimos deixar as arrumações para outra altura e fomos à piscina. Comecei realmente a criar relações com muitas pessoas, a perder a vergonha de falar e pude realmente divertir-me no resto da viagem.

*quem quiser ler (ou reler): Dia 1 / Dia 2*

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Diário de Viagem - Croácia: Dia 2

*lembro-vos que isto foi escrito de memória e que acrescentarei fotos mais tarde, depois faço um post a avisar para quem estiver interessado :)*

* Dia 2 *

Acordei e saltei da cama, mais que ansiosa para sair daquele lugar. Percebi que já estávamos atrasadas e acordei-as, repetindo que elas tinham de se despachar, antes que ficassem à nossa espera. Para a *N*, a mesma coisa que dizer que tínhamos o dia todo e que ela podia levar o tempo que quisesse. Fomos tomar o pequeno-almoço com o resto do pessoal e disseram-nos que só iriamos fazer-nos à estrada depois do almoço, para fazermos o resto da viagem durante a tarde e a noite. Decidimos visitar um jardim perto do motel e passámos lá o resto da manhã. Era lindo, tinha um grande lago, muito agradável.

Depois de almoçarmos, enfiámo-nos no autocarro a caminho e Itália. Finalmente, pude apreciar uma vista realmente bonita e um pouco mais variada do que a de Portugal e Espanha. Aquelas horas de deserto pareceram-me dias e a certa altura começaram mesmo a incomodar-me, por isso era bom ver algumas árvores e água em todo o lado.

Continuei a minha tentativa dissimulada de me integrar no grupo e não vi grandes mudanças em relação aos rapazes. Comecei a ficar realmente preocupada, uma vez que para mim, era importantíssimo dar-me bem com o *D*, uma vez que era um dos meus futuros colegas de turma deste ano e eu queria ter alguém com quem pudesse falar, numa turma nova. Continuei a agir normalmente, sem forçar nada.

Visitar Itália era uma coisa que eu desejava imenso, há muito tempo, por isso estava entusiasmadíssima. Antes de ir, avisaram-me que ia ter uma desilusão, porque não ia ver nada, uma vez que não íamos parar em nenhum sítio especial. Eu sabia disso, mas não consegui deixar o entusiasmo esmorecer. Não vi nada de muito especial, mas fiquei extremamente contente, de qualquer forma, só de saber que estava em terreno Italiano. Penso que era mais o entusiasmo de estar num sítio completamente desconhecido e que me parecia tão inalcançável há alguns meses. Passámos a maior parte da Itália durante a noite, o que minimizou ainda mais a quantidade de coisas que vi lá. Dormi quase a noite inteira, porque apesar de não serem as coisas mais confortáveis e de toda a gente de queixar deles, os bancos do autocarro não eram assim tão maus.


*quem quiser ler (ou reler)Dia 1*

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Diário de Viagem - Croácia: Dia 1

* este diário foi escrito de memória, uma vez que não tive oportunidade de fazer o registo durante aquela semana *
* não escrevi apenas sobre o que vi, o que aconteceu mas também sobre o que senti durante toda a viagem, porque foi algo bastante emotivo, onde aprendi bastante e tive bastante tempo para pensar nessas emoções e lições *
* acrescentarei fotos mais tarde e quando o fizer aviso-vos, espero que gostem :) *

- Primeiro que tudo, deixem-me explicar tudo sobre esta viagem. Como falei há algum tempo atrás (neste post), eu faço parte de uma Orquestra. Esta orquestra ainda não fez 10 anos, sendo por isso, relativamente recente. Durante esse tempo e com muito trabalho, foram alcançando objetivos bastante importantes e entretanto surgiu, finalmente, o convite para saírem do país, uma viagem à Croácia. Esta viagem tinha enormes custos, uma enorme responsabilidade e demorou quase dois anos a tornar-se concretizável. Só entrei há alguns meses, não sabia se poderia participar numa coisa tão grande. Mas foi-me dada essa oportunidade e eu não hesitei em agarrá-la.


* Dia 1 *

Levantei-me cedo. Estava cheia de medo. Nunca tinha partido para tão longe, nunca tinha estado afastada dos meus pais durante tanto tempo. E se não me integrasse no grupo? Conhecendo-me como conheço, achei que seria muito difícil integrar-me em qualquer grupo. Afinal, eu era ainda a menina nova na Orquestra. Todos os grupos estavam feitos. Ninguém era antipático, mas eu sabia que ia ter dificuldades. Além disso, tinha medo da despedida. Tinha medo que se tornasse “demasiado emocional”.

Mas mais que tudo, estava extremamente entusiasmada. Não conseguia estar quieta, com toda a ansiedade. A despedida não foi “demasiado emocional” e meti logo no autocarro. Sim, porque este grupo de pessoas é suficientemente maluca para se meter num autocarro durante dois dias, no início de setembro.

Não há muito que contar sobre Portugal e Espanha. No autocarro é uma loucura autêntica. E eu no meu canto, a fazer nada para além de ouvir música. Sinto que o meu verdadeiro companheiro de viagem foi o Ed Sheeran. Estava encostada à janela, do lado direito do autocarro, com a minha irmã ao meu lado, que estava entretida a tagarelar com as pessoas dos bancos de trás, não tinha grandes hipóteses de interagir com outras pessoas, principalmente quando ainda tinha criado laços com quase ninguém.

Foi quando chegámos a um dos sítios que eu mais ansiava ver com os meus próprios olhos. Quando percebi que estávamos no norte de Espanha e que havia algumas variações no deserto contínuo da paisagem, passei a estar com a máxima atenção. Agora que penso melhor nisso, parece-me um pouco parvo, os Pirenéus nunca iriam ser algo que passasse despercebido, mas a verdade é que assim que via qualquer monte mais alto ficava logo alerta. Quando entrámos realmente nos verdadeiros Pirenéus reparei na enorme diferença. Era mais bonito do que eu pensava. Infelizmente, começou a escurecer, e não pude tirar muitas fotos. Só aí parei de ouvir música e comecei a falar com a *C*, a única pessoa que me podia introduzir no grupo e com a *B*, que estava ao lado dela. Eram as duas pessoas com quem me era mais fácil interagir, uma vez que a *C* foi minha colega de turma desde o 2º ano da primária e a *B*, para além de ser muito amiga da *C* é alguém que fez sempre sentir à vontade. Comecei a sentir-me melhor, no entanto, comecei a achar que os dois rapazes à minha frente, o *J* e o *D*, que também fazem parte do tal “grupo”, não estavam a gostar da minha tentativa de me introduzir. Comecei a pensar que talvez estivesse a tentar demasiado, a esforçar-me demais. Era o que estava habituada a fazer. Decidi parar um pouco, e deixar-me levar pelos acontecimentos, em vez de parecer alguém desesperado por alguma companhia. Tentem perceber, as únicas pessoas que podiam passar o tempo comigo eram os mais novos, que não hesitavam em chatear-me o tempo todo, tenho de admitir que isso me deixava um pouco envergonhada e só um pouco desesperada por outra companhia. Então, a pausa de 45 minutos que fizemos para jantar, quase à saída dos Pirenéus, passei-a com a *C*, a *B*. A *Ca*, outra rapariga com quem já tinha tido a oportunidade da falar algumas vezes, juntou-se a nós. Percebi que agir normalmente e deixar-me levar era, de facto, a melhor solução.

Chegámos a França, e eu tive a certeza que já estava mais longe de casa do que alguma vez tinha estado. Incomodou-me menos do que eu pensava que iria. Talvez estivesse demasiado cansada para me deixar afetar por isso, depois de um dia de autocarro que me pareceram dois ou três.

A nossa paragem final, nesse dia era Toulouse. Esperávamos encontrar um bom hotel. Não demasiado bom, não pelo preço que pagámos, mas uma cama confortável e condições para todos tomarmos um bom banho. Encontrámo-nos num motel de beira de estrada, em vez disso. Não posso dizer que a cama não fosse confortável, mas nunca esperei encontrar a roupa da cama cheia de pó, bichos mortos e houve quem encontrasse no seu minúsculo quarto, lençóis sujos de sangue e outras coisas que ninguém foi capaz de identificar. Não me perguntem porque vos estou a contar isto, mas fui incapaz de não expressar isto de alguma forma. Isto e mais coisas mal feitas naquele motel ficaram-me gravadas na memória e não sei se alguma vez irei esquecer isso.

Para acabar com o restinho de paciência que ainda tinha nesse dia, as minhas companheiras de quarto eram a minha irmã e a *N*. Talvez vos fale dela mais à frente, para perceberem o meu desgosto.

domingo, 5 de outubro de 2014

diário de viagem

sim, mudei de ideias. vou contar-vos tudo o que me lembro da minha viagem à Croácia. afinal, porque não? mesmo que ninguém queira saber, está aqui. este blog é mais do que escrever para outros, mas para mim também. não me interpretem mal, agradeço imenso a todas as pessoas que me têm ajudado e seguido realmente o blog, mesmo com todas as pausas prolongadas que eu fiz, mas acho que penso sempre demasiado no que vão pensar e acabo por não dizer tudo o que quero.  acho que podem esperar mais de mim este ano.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

apaixonei-me numa feira medieval. o rapaz que vendia queijo fez-me voltar atrás no tempo, em que jovens misteriosos andavam de terra em terra, a tentar ganhar a vida. apaixonei-me por ele. não, não por ele. apaixonei-me pelos seus olhos verdes e misteriosos e pelo seu sorriso. nunca ninguém me sorrira assim. depois acordei e voltei à realidade. tenho demasiados devaneios.

sábado, 27 de setembro de 2014

Croácia

já passaram duas semaninhas de aulas, mas antes de vos contar tudo sobre a minha turma nova, tenho de vos dizer que é verdade que os últimos dias de liberdade são os melhores.

fui até à Croácia, de autocarro. chamem-me maluca, sou um bocadinho mesmo, mas tenho desculpa. é que é difícil não ser um pouco maluca quando passamos muitas horas com um grupo de 51 loucos. é verdade, 52 pessoas, num autocarro, daqui até à Croácia. gostava de contar-vos tudo, mas tenho a sensação de que ninguém quer saber.

há qualquer coisa como 1 ano e meio * na altura em que escrevia posts que hoje quase que me envergonham * escrevi sobre não gostar de trovoada.

hoje, tal como os meus posts, a minha opinião mudou. tenho tido muitas oportunidades para pensar sobre nos últimos dias, uma vez que a trovoada tem sido diária por aqui. a trovoada não é suposto causar-nos medo. a trovoada é Natureza, mas mais que isso, a trovoada é a maneira da Natureza nos lembrar que os humanos não a controlam. que o poder que nós achamos ter sobre ela é apenas uma ilusão. no fim, ela ganha sempre.

domingo, 17 de agosto de 2014

#1

     

     Querido João,

a mãe e o pai discutiram outra vez. Nada de especial, podia ser pior. O suficiente para me deixar triste e frustrada. Não lido bem com frustrações. Pensei em ti, numa tentativa de me distrair. Em como era bom que estivesses aqui. Imaginei-te a apareceres à porta do meu quarto, sabendo imediatamente que eu não estaria a sentir-me bem. Tentei adivinhar o que farias para me acalmar.
      Eles já não discutem e continuo a pensar em ti. Em como seria bom sentir o teu abraço. Em como seria bom se eu estivesse a escrever uma carta que realmente pudesses ler. Em como tudo na minha vida seria diferente, se tudo tivesse corrido bem há quase 19 anos. Em como sinto a tua falta. Tenho pensado mais em ti, tenho pensado mais em tudo isto. Só queria que tivesses tido uma oportunidade de viver, só queria ter tido a oportunidade de te conhecer.


este é o primeiro post de uma nova rubrica, ainda sem nome, que vai servir como um tipo de diário. estas cartas são dirigidas a alguém que nunca cheguei a conhecer mas que, de certa forma, existiu. nada disto é inventado, vou sempre escrever sobre coisas que aconteceram, sobre sentimentos e pensamentos, é apenas uma maneira de eu me abrir e desabafar sobre tudo.

domingo, 13 de julho de 2014

Confissões #2

durante um passeio pela praia, o meu pai teve uma conversa comigo sobre as diferenças que vou sentir agora, na transição para o secundário. de alguma maneira, a conversa foi parar ao meu irmão, como seriam as coisas se ele cá estivesse. já não é estranho, eu faço-o muitas vezes em silêncio. o meu pai fez um comentário para brincar com a situação, " Ele não deixava rapaz nenhum chegar perto de ti. ", e eu respondi, igualmente na brincadeira, " Nenhum chega, de qualquer maneira. ". Não deixa de ser verdade, pelo menos não da maneira de que estávamos a falar. claro que tenho o *D*, pensei imediatamente nele, mas ele é o meu melhor amigo e essa questão não tem mais discussão possível. então o meu pai disse-me algo que tanto ele como a minha mãe me têm estado a dizer durante os últimos três anos, só que duma maneira muito mais direta. " Tens de perceber o que está errado, parar de afastar as pessoas. ". ele falou apenas de certas situações de há três anos, mas, depois de refletir, cheguei a uma conclusão. pensei que tinha parado de afastar as pessoas que podem, possivelmente, gostar de mim. não fui capaz de afastar o *D*, porque ele não me deixou. se eu não deixasse a timidez impor-se, se não afastasse as pessoas, se não fugisse quando percebo que alguém me quer realmente conhecer, talvez não me sentisse tão diferente dos outros tantas vezes, não me sentisse a estranha, que nunca fez nada do que seria normal aos 16 anos. e ninguém sabe como eu odeio esses sentimentos, essa sensação de que não sou capaz, de que não sou normal, de que não pertenço aqui e de que nunca vou pertencer.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Qual é o vosso maior sonho?

não é o único, mas um dos meus maiores sonhos é viajar o máximo possível. recuso-me a simplesmente viver e morrer sem ver tudo o que há para ver neste mundo. com o rumo que a humanidade está tomar, talvez tenha de ver tudo antes de destruirmos o planeta e não antes de morrer. e estou determinada a fazê-lo.

terça-feira, 24 de junho de 2014

precisam-se sorrisos

quero reviver todos os momentos de pura felicidade que já vivi. sorrir involuntariamente, ficar com dores nas bochechas, não conseguir parar de sorrir. apenas recordar não é suficiente. recordar alguns até é doloroso, sabendo agora que foram momentos de ingenuidade, felicidade precipitada que acabou por se tornar em olhares desconfortáveis, vergonha e arrependimento. precisam-se sorrisos duradouros.

terça-feira, 17 de junho de 2014

ainda não desapareci

não sei há quanto tempo não vinha aqui dizer-vos olá, mas já tinha saudades... o 3º período foi horrível, mas recompensou no final, dado que tive as melhores notas da minha vida! a última semana foi passada a estudar para um exame para o qual não precisava de ter estudado e ainda falta uma semana para poder sentir-me livre, e para este exame vou ter mesmo de estudar como deve ser! quantos de vocês ainda vão ter exames? começo a ficar ansiosa para o próximo ano...
e pronto, não há mais novidades :( como estão? :)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

querida matemática, já fomos mais amigas

estou preocupada, com a escola. eu nunca morri de amores pela matemática, mas agora irrita-me imenso. estou na aula e consigo manter-me atenta às explicações do professor, na maior parte da aula, mas se me distraio um pouco, perco-me, mais do que devia. depois tento recuperar e ao sair da aula penso que entendi tudo. hoje, foi o que aconteceu. cheguei a casa e decidi fazer mais uns exercícios e não consigo fazer mais do que aquilo que fizemos na aula! não posso continuar assim se quero ter mais do que um 62% no exame fina, não quero que aconteça o mesmo que aconteceu no Teste Intermédio. e fico apavorada só de pensar no próximo ano, não posso continuar assim se quero seguir Ciências e Tecnologias, não é? não sei onde vou arranjar vontade para ter melhores notas, mas tenho de a encontrar em algum lado...

também têm problemas com matemática? como foi o vosso regresso às aulas?


segunda-feira, 21 de abril de 2014

odeio isto

o meu melhor amigo dá-me cabo dos nervos, mesmo. a sério que não o consigo entender. antes de nos começarmos a dar ele contou-me que gostava de mim, apanhou-me de surpresa mas não liguei muito. algum tempo depois começamos a dar-nos e assumi que aquele "fraquinho" já não existia, mesmo porque ele me falava de outra raparigas. até aqui tudo bem. depois, no fim desse ano voltou a dizer-me que gostava de mim. e voltou a acontecer tudo outra vez. este ano arranjou uma namorada. eu mal a conhecia e as coisas não correram muito bem, nada bem mesmo. ele deixou-se afetar demasiado e tentei sempre apoiá-lo ao máximo, é assim que eu sou. mas agora voltou a dizer-me que está apaixonado por mim. primeiro que tudo, não consigo entender como ele esquece certas coisas tão rapidamente, embora não tenha coragem para lhe dizer isso. mais uma vez, não liguei muito, tento falar o menos possível da situação, porque além de me fazer sentir desconfortável, sei que estou, de alguma forma, a magoá-lo. e ele deu-me a entender que percebia que eu não gosto dele da mesma forma. mas ele faz exatamente o contrário. desde esse dia, cada vez que fala comigo é para me falar sobre isso, para me pedir para as coisas não ficarem estranhas entre nós ( quando sabe perfeitamente que eu não o vou tratar de maneira diferente por causa disto ) e, da última vez, para me perguntar porque não lhe dou uma hipótese, para mostrar que pode ser diferente, que me pode mostrar que gosta de mim. eu entendo que ele esteja triste por eu não sentir o mesmo, mas ele tem de entender que eu não posso dar uma hipótese dessas a uma pessoa apenas porque é seguro. ou se ama ou não se ama. e eu não o amo, não dessa maneira. ele faz-me sentir mal, porque ao ter de lhe explicar isto e não havendo outra maneira de o explicar, eu sei que o estou a magoar. e ele sujeita-se a isso. só gostava que fosse mais fácil.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

futuro

pensar no que está para vir inquieta-me. tanto o futuro de amanhã como o futuro de daqui a uns anos me assusta, me deixa a pensar. e eu não gosto de pensar sobre isso. o que é suposto vir, virá de certeza, devia de viver o momento, mas não consigo evitar. e se eu não conseguir? se eu lutar pelos meus sonhos, pelas minhas ambições e mesmo assim não conseguir? isso é o que me assusta mais. isso e aquelas pequenas coisas que eu sei que podem acontecer mas que não dependem de mim, deixando-me nenhuma hipótese de o impedir ou fazer acontecer. pergunto-me muitas vezes se sou a única a pensar nisso. não devo ser, certo?

sexta-feira, 4 de abril de 2014

4 # carta para o teu irmão

Olá João,
tenho saudades tuas. Eu sei que nunca te conheci, acho quem nem tu próprio tiveste tempo para perceber que realmente existias.
Eu não liguei muito, acho que nem sequer percebi bem, quando a mãe me contou que eu tinha um irmão mas que ele tinha morrido à nasceça. Depois a Ritinha nasceu, tinha eu 1 ano e 11 meses.
Fui crescendo e percebendo o que é que aquilo que a mãe me tinha dito à uns anos significava. Habituei-me a ir frequentemente ao cemitério. Não é algo que toda a gente faça e com o passar dos anos, incomoda-me cada vez mais. A Rita falava muitas vezes em ti. Fazia muitas perguntas à mãe, para tentar perceber o que tinha acontecido. Eu não gostava, tenho de admitir. Odeiava que se falasse em ti, tinha a impressão que a mãe ia começar a chorar ou se calhar tinha medo de ser eu a começar a chorar. Às vezes tenho vontade de o fazer...
Os pais já não me obrigam a ir tantas vezes ao cemitério, ainda que me sinta mal por os 'obrigar' a ir sozinhos, não sou capaz de lá entrar com tanta frequência. Já imaginei tantas vezes como as coisas seriam diferentes se estivesse aqui. Imagino como serias agora, com 19 anos, até que ponto a minha vida ia ser diferente se estivesses aqui. É tudo o que me resta. Imaginar.
Quando olho para as estrelas, sei que estás lá, a tomar conta de nós.

Amo-te mano.

recompensa

era suposto ter escrito isto ontem, mas não pude, desculpem

já vos contei que houve um tempo em que não me queria esforçar para alcançar o objetivo, em relação à música. mas que objetivo? a minha escola de música tem um projeto, que começou muito antes de eu sequer ter a ideia de aprender a tocar guitarra. uma orquestra. uma orquestra constituída, quase na sua totalidade, por guitarras. não é uma coisa fácil de alcançar, mas quase toda a gente que entrava na escola tinha como objetivo fazer parte da orquestra. mas eu não. não era para mim. palcos? tinha vergonha. ter de lidar com muita gente? tinha vergonha. estive dois anos a tocar, tornava-me melhor, mas não o suficiente para sequer me perguntarem se queria entrar. mas começaram a perguntar. não como se me estivessem a convidar, só a tentar perceber qual era o meu objetivo. a verdade é que era pouco ambiciosa. eu não tinha objetivo, andava ali, de uma lado para o outro, a fingir que sabia o que queria. fui teimosa, disse que não. quis desistir. não andava lá a fazer nada, mas como já vos tinha dito, convenceram-me a ficar. foi aí que acordei para o mundo real. percebi que era altura de ser mais ambiciosa, de perder os medos e a vergonha e começar a trabalhar. um ano depois acabei por perceber que aquilo era o que eu realmente queria. fiz o que sabia que podia fazer para me aproximar do objetivo, da orquestra. a minha vida encheu-se de música, as cordas ficaram gastas e eu sabia o que realmente queria. na passada segunda-feira, toda esta viagem foi recompensada. o meu objetivo está apenas a duas horas de distância. o meu primeiro ensaio com aquela família, que sei que me vai receber de braços abertos. nunca pensei que a simples pergunta " Queres entrar? " me deixasse tão paralisada, tão feliz. honestamente, ainda nem acredito.

p.s.: se tiverem curiosidade, deixo-vos o site da escola e da orquestra: http://miguelmadaleno.wix.com/classedeguitarra // http://onguitarras.wix.com/onguitarras#!orquestra-nova-de-guitarras/ceqk

 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

um pouco de mim

lembrei de uma coisa da qual nunca vos falei. não sei bem porquê, talvez porque não tinha tanta importância como tem hoje, mas é algo que eu quero mesmo que vocês saibam, é algo que faz parte de mim, que cada vez é mais importante.
a música nunca esteve tão presente na minha vida como está agora, não vou mentir e dizer que desde pequena que tenho interesse, porque não tenho. na verdade, não tive até a minha irmã me convencer a ter aulas de guitarra. mesmo aí, demorei um pouco até entrar no espírito. mas tudo naquela escola de música me ajudou seguir o caminho certo, tudo mesmo. comecei à quatro anos e qualquer coisa atrás, eu tinha 11 anos e estava entusiasmada. os primeiros passos foram tão mais fáceis do que eu imaginei e continuei interessada. fiz três das amizades mais importantes que fiz até hoje naquela escola, ainda que uma delas tenha acabado por se revelar uma mentira e outra em algo que não sei bem definir. houve alturas em que me apeteceu desistir, parecia a maneira mais fácil, não me esforçava, não percebia a importância que podia vir a ter na minha vida, mas convenci-me a ficar. ainda bem. ninguém diria que hoje eu estaria assim, diferente, empenhada e esforçada. confesso que nos últimos tempos quis largar o empenho, sentia-me frustrada, mas percebi a tempo que não podia desistir e acabei por chegar ao meu objetivo. que objetivo? terão de esperar pelo próximo post para saberem o que mudou a minha vida, esta semana ;)

sábado, 29 de março de 2014

continuo a acreditar

continuo a acreditar. continuo a acreditar que é possível. continuo a acreditar que é alcançável. continuo a acreditar nos sonhos e na felicidade. aconteça o que acontecer, vou continuar a acreditar, mesmo que isso signifique acreditar numa ilusão. até ao meu último suspiro, vou continuar a acreditar. porque, enquanto alguém acreditar, nada é impossível.

quarta-feira, 26 de março de 2014

encontrar-me

acho que nunca me senti mais confusa. estou a transbordar de ideias, emoções, sentimentos, sonhos, ambições, escolhas, acho que acabo por misturar tudo. já não sei distinguir nada do que sinto, já não me consigo concentrar. não há forma de saberem, pois ainda não aprendi a exprimir-me convosco tanto como gostaria, mas este ano tem sido um furacão de emoções, boas e más. ganhei novas certezas, perdi outras mais velhas, aprendi com umas e outras. e agora chega o momento em que desejava saber quem sou realmente, em que sinto que preciso de me encontrar, em relação a quase tudo. tenho de fazer escolhas, umas mais importantes que outras, mas todas vão influenciar o meu futuro e a pessoa em quem me quero tornar. preciso de encontrar o meu caminho, descobrir o que me faz realmente feliz, esquecer o que querem que eu seja e lembrar-me de quem eu quero ser. gostava que fosse mais fácil, mas talvez a vida só comece quando nós aceitarmos que nunca nada vai ser fácil.

para quem ainda não desistiu de mim, obrigada por acreditarem que um dia vou conseguir

segunda-feira, 3 de março de 2014

Qual é a importância da escrita?

Bem, eu queria pedir-vos uma ajudinha. Eu tenho de fazer um texto sobre a importância da escrita no nosso dia-a-dia e já tenho umas ideias do que escrever, mas gostava de saber o que vocês acham. Conseguem exprimir a importância que a escrita tem para vocês?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Finalmente, abri os olhos...

Alguma vez se sentiram inferiores a alguém? Sentiram que, apenas pelo facto de estarem perto dessa pessoa, vos tirava todo o vosso valor? Eu já. Várias vezes, aliás. É horrível, simplesmente horrível. Essa pessoa acabou por me desiludir. Mas, um ano inteiro de ' amizade ' e o que veio depois fizeram-me entender que não posso continuar a ter a mesma atitude. Eu não me posso calar só porque acho que sou inferior aos outros, não posso deixar que gozem com a minha cara sem abrir a boca. Mas, mais importante que tudo, eu não sou inferior a ninguém. Se alguma vez sentirem que não são bons o suficiente, parem e olhem à vossa volta. Quem é que vos pode julgar? Ninguém. Sejam quem são e não mudem por nada, nem ninguém, por muito que gostem dessa pessoa.

" Um dia vais escrever um livro... "

, foi o que me disseram, no meu último dia de aulas do 4º ano. Ficou-me na cabeça, acho que é algo que não vou esquecer. Foi a primeira, mas não a última vez que incentivaram a procurar um lugar na escrita e é algo a que eu, pouco a pouco, vou dando mais atenção. Tenho pensado nisso nos últimos dias, devido a uma conversa que tive com o meu pai. Ele disse-me que eu tinha de abrir os olhos e reconhecer as minhas qualidades para escrever. Pela forma como ele falou, penso que foi um pouco exagerado, mas a verdade é que eu gosto mesmo de escrever. A única coisa que me desmotiva é a falta de assunto e inspiração, o que faz também com que deixe o blog muito inativo durante alguns períodos de tempo. Olho para os vossos textos e penso que eu também conseguirei um dia escrever assim, com tanta paixão, tão de coração, tão sinceramente. E vou treinando, talvez, quem sabe um dia, eu escreva mesmo um livro e possa deixar orgulhosa todos aqueles que acreditaram em mim.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Confissões

Estou pelos cabelos com a minha turma. Não é que não goste deles. Estou com a maior parte deles há 9 anos e já tivemos todos uma relação mesmo muito boa. Mas entretanto 'crescemos'. Ou era suposto termos crescido. A verdade é que tem havido muitas confusões um pouco graves entre pessoas que já foram grandes amigas. E eu incluo-me aí. Há pessoas com quem eu mal falo, muito raramente mesmo, seja pela razão que for. Às vezes penso nisso e custa-me. Qualquer dia andamos todos virados de costas uns para os outros. E depois são as pessoas que têm comportamentos que eu, sinceramente, não entendo. Eu sei que a escola não é a coisa mais divertida do mundo, muito menos aturar certos professores, mas uma vez que a minha turma nem tem muitas razões de queixa, não consigo entender as faltas de respeito e as atitudes infantis, para com os professores e até para outras pessoas da turma. Irrita-me mesmo, adorava que fossemos muito mais unidos e mais crescidinhos...

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Livros

Queria pedir-vos ajuda para escolher a minha próxima leitura, estou meio perdida :( Queria ler mais livros de autores portugueses, têm alguma sugestão? :)

Aniversário

Estive tão distraída nos últimos meses que nem me lembrei do aniversário do blog! Sinto-me tão mal :(

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Desilusões

Tem sido complicado. Tem sido complicado ver as pessoas à minha volta a revelarem-se algo totalmente diferente daquilo que eu pensava. Mais uma vez chego à conclusão que sou demasiado cega. Demasiado cega para ver aquilo que me rodeia. Tão cega que deixo que os outros continuem a brincar comigo. Como um brinquedo. Porque sabem que, mesmo que eu perceba, acabo por desculpar, seja como for. Porque sabem que sou demasiado fraca para lhes fazer frente. Mas, uma vez, consegui. Pelo menos, uma vez. Uma vez em que disse tudo o que tinha a dizer, sem deixar perguntas por esclarecer. Uma vez em que não me deixei afetar mais. E, só nesse dia e apesar de tudo o que se seguiu, eu senti-me bem comigo própria. Parei com os jogos e com as brincadeiras. Depois, custou-me pensar em tudo o que passamos, não vou mentir. Agora, parece que todos os momentos valem zero. Para quem quer que seja. E, agora, eu também esqueci.