sexta-feira, 1 de novembro de 2013

às vezes gostava de desaparecer. deixar tudo para trás. deixar os amigos, os inimigos, os erros, as memórias, boas e más. isolar-me do resto do mundo. sentar-me em frente ao mar, sentir a areia nas mãos. sentir a água fria contra a minha pele. estar sozinha. sem ninguém a julgar-me, sem ninguém a dizer-me o que fazer. não ter problemas, ninguém com que me preocupar para além de mim própria. sem medo de fazer algo errado, mais uma vez. mas, no fim, eu sei que ia acabar sempre por voltar. porque eu não consigo abandonar quem amo.

E se calhar só estou a tentar demasiado...

Estive a pensar sobre o último post... Talvez tente demasiado afastar-me, talvez só pense demasiadas vezes em que não posso pensar nele, eu só tenho de deixar as coisas acontecerem naturalmente, certo?

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Eu tento...

Eu juro que tento, tento todos os dias e continuo a tentar. Continuo a tentar não pensar nele, a tentar não pensar no que nós erámos, no que podíamos ser e no que eu podia ter feito. Tento não me arrepender. A sério que tento.
Mas há sempre algo que me puxa para ele, há sempre alguma coisa que me diz que devo sempre estar onde ele está porque talvez melhore as coisas. Mas não melhora. Há sempre algo que faz as minhas pernas começarem a tremer, tanto que penso que vou cair, há sempre algo que me diz que não devo olha-lo nos olhos porque posso começar a chorar a qualquer momento. Se calhar se nunca mais o vir vou esquecer. Mas como é que se esquece um erro destes? E se ele desaparecer talvez ainda pense mais. Tenho saudades, mas pelo menos ele está ali, todos os dias, a olhar, à espera de uma palavra vinda de mim. Já passou um ano e meio. Já não há volta a dar. Mas ele continua à espera.